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terça-feira, 25 de junho de 2019

Fiz um exame de imagem e descobri que tenho Hérnia de Disco. Devo operar?


É constante a procura por pacientes portadores de Hérnia Discal (HD) em consultórios de osteopatia. Normalmente o motivo que o leva até nosso consultório é o receio de ser submetido à uma cirurgia, intervenção esta que lhe é indicada muitas vezes baseada em achados radiológicos. A indicação cirúrgica é mencionada em situações de risco para o paciente, bem como diante de quadros limitantes consideráveis, o exame de imagem apenas não é determinante para o procedimento. Em diversas oportunidades nos deparamos com quadros distintos à lesão apresentada no exame de imagem, ou seja, o exame mostra uma HD lombar porém os sintomas são provenientes de uma disfunção pélvica ou de outro segmento no membro inferior.
Resultado de imagem para avaliação fisioterapiaDiante da situação, vale ressaltar algumas considerações que a osteopatia tem como primordial na avaliação deste paciente:

1- QUAL O HISTÓRICO DO QUADRO DESTE PACIENTE?

R: Determinamos uma relação cronológica de instalação dos sintomas relatados, associação com traumas mecânicos pregressos, cicatrizes (cirúrgicas ou não), fatores psicológicos, …

2- O SINTOMA TEM RELAÇÃO COM A HD DETECTADA NO EXAME?

R: A pergunta é pertinente pelo fato que em muitas oportunidades  a avaliação do osteopata determina outra vertente causal para o quadro sintomático relatado, ou seja, apesar de coincidir o sintoma lombar com o achado no exame de imagem, em muitas oportunidades a HD não tem relação com os sintomas apresentados, desta forma a abordagem do osteopata será direcionada para outro segmento que não a queixa primária.
Neste caso o paciente em questão apresenta uma HD assintomática (não está manifestando sintomas) associado com um quadro de disfunção mecânica de outro nível vertebral ou de uma articulação ou segmento adjacente. Existe a HD, mas o sintoma não é produzido por ela.

3- COMO A OSTEOPATIA ENTENDE E INTERVÉM EM UM QUADRO DE HD?
R:  A HD é compreendida nos conceitos osteopáticos como um SINTOMA (e não como a DOENÇA), ou seja, ela é o resultado de uma disfunção de outro segmento que passou a gerar uma hipersolicitação no nível herniado.  Uma zona rígida adjacente (pelve ou Membro Inferior) gera uma hipersolicitação ao nível da coluna, este aumento da mobilidade vertebral visando “compensar” a rigidez da 1ª área promove um processo degenerativo do disco intervertebral mais rápido que em outros níveis vertebrais.

RESTRIÇÃO MECÂNICA AO NÍVEL DA PELVE OU MEMBRO INFERIOR >>> AUMENTO DA MOBILIDADE LOMBAR >>> DEGENERAÇÃO DISCAL ACELERADA >>> HÉRNIA DISCAL.

Resultado de imagem para osteopatiaLevando em consideração tal linha de raciocínio que a osteopatia emprega, pode-se esclarecer a abordagem do método,  que consiste em primeiramente realizar uma anamnese completa para entender o quadro sintomático que este paciente relata, e determinar a relação com o achado no exame de imagem. Se comprovado a origem dos sintomas apresentados à HD do exame, podemos entender qual o mecanismo de instalação dessa Hérnia Discal e posteriormente favorecer uma intervenção eficaz na origem do processo, não necessariamente nos sintomas de forma direta.

A intervenção cirúrgica muitas vezes se faz necessária e é uma importante aliada no tratamento de HD, porém é interessante que haja outros pontos de vista empregados sobre esse parecer, procure outras opiniões, procure um Osteopata.

sábado, 1 de julho de 2017

OSTEOPATIA como recurso de tratamento no Pós-Parto



Notamos que atualmente os partos têm sido felizmente objeto de inúmeras pesquisas devido às mudanças que as intervenções deste quadro têm sofrido, é notório o aumento significativo do número de gestantes interessadas e requisitando o método de parto natural, da mesma forma percebe-se um certo decréscimo na procura de cirurgiões obstetras visando priorizar o parto cirúrgico (cesárea).
Porém os fatores que quero priorizar diz respeito ao PÓS PARTO, fase delicada e preponderante para a saúde mental e física da paciente que acabara de dar a luz. Importância esta que ressalto de primeiro momento fazendo-se lembrar das inúmeras mudanças que o corpo de uma gestante sofre no período gestacional, período este compreendido de 9 meses, iniciando-se no processo de fertilização até o momento do parto. 
Resultado de imagem para gestante centro de gravidade
            A postura da gestante é alterada gradativa e ininterruptamente devido às oscilações de seu peso em virtude das ações hormonais que regem a harmonia entre 2 organismos, a retenção de líquido e o controle nutricional da gestante contribui em uma oscilação rápida e considerável de seu peso, sendo o ganho de peso como fator mais notório no 3° trimestre de gestação, o ganho de peso abrupto neste período repercute de forma importante sobre a postura da gestante devido à alteração do centro de gravidade da mesma. O aumento do volume e do peso mamário e abdominopélvico desloca o centro de gravidade postural superior e anteriormente (impondo uma posição do tronco mais anterior, como se estivesse curvada), tal alteração postural incute um aumento de pressão sobre a coluna dorsal  e principalmente lombar (hiperlordose lombar), favorecendo assim quadros de dores lombares (50% dos casos), ciáticas, alterações vasculares,  assim como o surgimento de disfunções musculares e articulares.
            Após o parto, em 10 dias a gestante praticamente restabelece seu peso inicial, porém as adaptações que seu corpo sofreu no decorrer do período gestacional devem ser agora corrigidas pelo mesmo de forma brusca, em outras palavras é como se os fatores posturais que a gestação acarretou no decorrer de 9 meses no corpo da gestante necessita ser recorrigido em 1 semana, período muito comum no pós-parto imediato com queixas de desconfortos e/ou dores musculares e articulares.
Resultado de imagem para osteopatia cicatriz
Deve ser salientado que o método aplicado no parto vai incutir em um processo de pós operatório diferenciado, hoje é comprovadamente evidenciado que o parto NATURAL é o menos agressivo (ponto de vista postural) ao corpo da parturiente, bem como a Cesárea é o procedimento com maior repercussão postural no pós-parto. Isso explica-se pelo fato das CICATRIZES serem muitas vezes as protagonistas esquecidas dos quadros posturais apresentados pelos pacientes (sintomáticos ou não). Estudos de posturologia salientam que as  cicatrizes geram uma repercussão local de encurtamento (restrição proveniente da aderência tecidual). A incisão cirúrgica da cesárea promove a deposição de tecido fibroso rígido nas diversas camadas seccionadas até o útero, gerando aderências locais e dessa forma restringindo a mobilidade elástica dos componentes abdominais (músculos, fáscias, pele e vísceras), essa aderência abdominal promove um encurtamento do plano muscular anterior do tronco e consequente um estiramento do plano muscular posterior, gerando assim maior sobrecarga mecânica na coluna vertebral (surgimento de lesões discais, ciáticas e dores lombares). Neste caso a abordagem pós-operatória é indicada após 12 horas do procedimento visando minimizar a instalação de possíveis aderências locais, bem como priorizar a manutenção da mobilidade local das estruturas acometidas pela incisão cirúrgica.

No parto normal não observa-se a repercussão cicatricial, porém são notórias as alterações articulares provocadas pela abertura da cavidade pélvica, o excesso de abertura da cavidade pélvica no momento do parto gera um estresse muito grande nas articulações locais (sínfise púbica e articulações sacroilíacas), bem como sobre o aparato músculo-ligamentar. Neste caso o processo de intervenção pós-parto são orientados a iniciar após 6 horas, visando o restabelecimento da harmonia mecânica pélvica da parturiente através de técnicas articulares, fásciais, musculares e ligamentares.
É fato e notório o sucesso desses tratamentos quando conduzidos de forma correta e responsável, respeitando principalmente a parturiente como a protagonista do tratamento.
A OSTEOPATIA como intervenção manual diferenciada, consegue suprir os cuidados que o processo do pós-parto impõe em virtude de dispor de técnicas manuais eficientes e capazes tanto de liberar as aderências já instaladas (pós-parto tardio), de prevenir e/ou reequilibrar os efeitos mecânicos do processo cicatricial (pós-parto imediato), bem como consegue restabelecer a biomecânica postural destas pacientes causadas pelo período gestacional e parto.
Devo ressaltar a importância da realização de um acompanhamento pós-parto imediato visando a prevenção de possíveis complicações inerentes à má postura causada pela gestação, bem como visando prevenir também efeitos posturais tardios ocasionados por repercussões cicatriciais. O tratamento osteopático pós-parto está cada dia mais requisitado devido ao sucesso notado com as parturientes.

Imagem relacionada

Não sofra, sentir dor NÃO É NORMAL.

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Fasceíte Plantar



Fasceíte Plantar é hoje um dos mais recorrentes quadros tratados mundo afora por profissionais de osteopatia. trata-se de uma inflamação da fáscia plantar (membrana localizada na planta do pé) que acomete cerca de 10% da população mundial, quadro doloroso intenso decorrente de uma tensão permanente nesta fáscia em virtude de um excesso de sobrecarga, inflamação e dor intensa esta que pode em alguns casos privar o paciente até de apoiar o pé no chão.
Para esclarecer a instalação de tal enfermidade é necessário compreender e visualizar os componentes envolvidos, assim como os mesmos são dispostos e acometidos neste quadro.
Um dos segmentos corporais mais comumente acometido por lesões e/ou disfunções articulares é o pé, segmento este que se apresenta-se mais vulnerável à quadros de dor em virtude de ser contante submetido à pressões e impactos durante o nosso dia-a-dia. Antecipando todo e qualquer tipo de informação referente a este a este assunto, devo salientar que ‘pé’ e ‘tornozelo’ são articulações distintas com anatomia e funções diviergentes. É denominado como TORNOZELO a articulação formada entre os ossos longos da perna (Tíbia e Fíbula) com o “Tálus”, osso este de morfologia discóide, e do tálus com o calcâneo, tal articulação promove os movimentos de Flexão Plantar (ponta do pé para baixo) e Flexão Dorsal (ponta do pé para cima). Já a articulação do é formada por todos os demais componentes ósseos incluindo: Calcâneo, Navicular, Cubóide, Cuneiformes, Metatarsos e Falanges. Estes são os promotores dos movimentos de Inversão (Planta do pé voltado para dentro) e Eversão (planta do pé voltada para fora).
·                     Sendo o movimento de Inversão o principal mecanismo de lesão dos entorses, nestes casos devemos classificar tais lesões como entorses DO PÉ ( e não de tornozelo);
 


O aparato ligamentar de ambas as articulações é grande, promovendo desta forma um perfil de estabilidade significativa para a base do nosso corpo, sempre que algum fator*(1) gere uma desestabilidade podal a forma que nós passamos a pisar diante disso passa a ser errada e consequentemente alguns componentes podais podem apssar a sofre maior impacto ou estresse.
Na planta do pé uma membrana fibrosa e bastante resistente é uma das estruturas que podem sofrer com a nossa “pisada errada”, a FÁSCIA PLANTAR é uma membrana espessa que se origina na base inferior do osso calcâneo e se insere na face inferior da cabeça dos 5 metatarsos (base dos dedos), sendo assim uma das estruturas que podem lesionar potencialmente de acordo como promovemos a descarga de peso errada nos pés. Como toda estrutura do nosso corpo, seja o pé de forma global ou a fáscia plantar de forma isolada, estes dependem de uma mobilidade normal para desempenharem sua função 100% acertada, se caso houver algo que comprometa esta mobilidade uma dessas estruturas podem apresentar-se doloridas e/ou inflamadas com o passar do tempo por excesso de tensão.
Por se tratar de um quadro proveniente de uma alteração estrutural**(2) do pé, a FASCEÍTE PLANTAR apenas será amenizada com a devida correção do componente podal que está sobrecarregando a fáscia, o tratamento assim inicia-se com a abordagem farmacológica para combater a dor e a inflamação (médico ortopedista), e posteriormente com a correção mecânica das articulações comprometidas através da osteopatia. Se a estrutura podal não for devidamente corrigida, os quadros inflamatórios podem se tornar repetitivos periodicamente, bem como culminar com o agravamento da estabilidade podal e com o surgimento de outras afecções como esporões de calcâneo. 
  A osteopatia vai abordar tal enfermidade com técnicas mauaisque visam devolver a mobilidade e a função corporal normal, bem como corrigir os componentes corporais que podem estar promovendo a desestabilidade do apoio plantar, seja fatores posturais diversos provenientes de outros segmentos ou disfunções locais mal adaptadas.




*(1) : Sobrepeso, fraturas ou entorses de pé e tornozelo, desvios posturais, cicatrizes (retração do centro de gravidade), uso permanete de salto alto, prática excessiva de atividades de impactos (corridas, saltos,…).

*(2): Quando o alinhamento articular do pé está comprometido, os impactos sofridos pelo pé em questão são mal distribuídos e desta forma algumas estruturas ficam sobrecarregadas e acabam lesadas, bem como se algum componente ósseo está fixo por alguma lesão/disfunção as estruturas ligadas a ele (fáscias, tendões e ligamentos) perdem capacidade funcional e podem sobrecarregar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

HÁBITO DE ESTALAR O PESCOÇO

À você que tem o "HÁBITO DE ESTALAR O PESCOÇO" nos momentos de tensão, a necessidade de estalar uma articulação é oriunda de 2 vertentes:

- Tensão muscular
- Pressão articular

A primeira promove a segunda, ou seja, o fato de você estar tenso aumenta o tônus da musculatura cervical promovendo o aumento da pressão\apertamento de uma vértebra sobre a outra, gerando assim uma sensação de hipomobilidade cervical.
Com a sensação da cervical fixa, desencadeia uma NECESSIDADE de liberar o ponto de tensão (estalar o pescoço) ---> aí você vai e estala. -----> Liberdade :)
Porém, vale salientar que o fato de você estalar o seu pescoço livra a tensão apenas da 2ª vertente mencionada, ou seja, a sensação de liberdade articular é instantânea pela diminuição apenas da pressão articular (*), enquanto a tensão muscular continua lá. Consequentemente a tensão muscular associada ao retorno do líquido intra-articular que ocorre em minutos, faz com que em menos de meia hora você sinta novamente a necessidade de estalar o seu pescoço, afinal a tensão ainda existe.
Toda vez que manipulamos uma articulação (cervical) nós provemos maior mobilidade para a mesma, no entanto o hábito de estalar uma articulação constantemente pode prover um quadro de instabilidade local, reflexo da hipermobilidade que estamos condicionando a cervical, consequentemente aumenta-se a probabilidade de irritação local, quadros de disfunções discais e torcicolos (muito comum pacientes nos procurarem com torcicolos após estalar o pescoço).
orientamos à você que possui o hábito de estalar o pescoço frequentemente e compulsivamente que no momento que você sentir necessidade alongue o seu pescoço, o alívio da tensão muscular vai reduzir o processo de compressão entre as vértebras e consequentemente a pressão local e a vontade de estalar passará. O efeito do alongamento não será instantâneo como a manipulação, porém a pressão diminui e com o passar do tempo a necessidade de estalar seu pescoço torna-se menos frequente.



(*) O estalido articular ocorre pela conversão do líquido intra-articular em gás, não se trata de um choque ósseo. Toda articulação móvel é provida de uma cápsula sinovial que a protege e acondiciona o líquido sinovial responsável pela lubrificação desta articulação. Sempre que estimulamos uma articulação a se mover em uma amplitude maior que a sua normal (levamos a cervical além da mobilidade normal dela) esta cápsula é estirada comprimindo assim o líquido que está dentro dela, o aumento da pressão intra-articular converte este líquido em gás (esvazia a articulação -- liberdade) gerando o estalido que escutamos. Porém em questão de minutos esta cápsula torna a produzir o líquido preenchendo o compartimento articular e devolvendo a pressão local.

      

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Neuralgia do Trigêmio (Síndrome dolorosa facial)



A neuralgia do V-Nervo trigêmeo (NT) é a mais conhecida e debilitante das neuralgias faciais e é caracterizada por dor forte descrita normalmente como latejante, queimação ou choque elétrico na área de inervação de tal nervo.
            O V-Nervo Trigêmeo é o quinto par dos nervos cranianos e apresenta funções sensitivas e motoras (nervo misto), desta forma forma é responsável por inervar sensitivamente boa parte da face e do crânio, além da motricidade dos músculos da mastigação (masséter, pterigoideos e temporais). Uma patologia neste nervo poderá acarretar em sintomas de caráter sensitivo como dor intensa nas áreas faciais inervadas, bem como déficit de força nos músculos da mastigação. O nervo trigêmeo tem sua origem no tronco cerebral, formando posteriormente um gânglio à altura do osso temporal (Gânglio Trigeminal ou de Gasser) onde tal nervo se divide em 3 ramos, justificando o nome do mesmo, do gânglio de Gasser emerge:
V1-Nervo Oftálmico: Ramo superior que vai inervar as regiões supra nasal, orbicular, frontal e ápice do crânio.
V2-Nervo Maxilar: Ramo intermediário que vai inervar as regiões entre o nariz e a boca, dentes superiores, região lateral da face e esfenoidal;
V3-Nervo Mandibular: Ramo inferior que inerva a região infra bucal, mandíbula, ouvido externo e temporal.
            O número de estruturas ósseas e ligamentares que podem acarretar em lesão destes nervos é considerável, uma vez que uma lesão do osso temporal pode comprometer diretamente o gânglio de Gasser, e consequentemente os 3 ramos, da mesma forma uma lesão de esfenóide, frontal, mandíbula ou maxilar, podem comprometer isoladamente cada um dos 3 ramos e assim prover uma sintomatologia específica da área daquele ramo isoladamente.
As causas da NT são ainda obscuras, sendo normalmente relacionadas à traumas cranianos não tratados e mal adaptados, processos de degeneração nervosa (Escleroses) ou por compressão de tais nervos por processos tumorais e vasos sanguíneos. Normalmente o que se nota nos pacientes é uma área de hipoestesia (diminuição da sensibilidade – “amortecimento”) dolorosa abrangente que se iniciou depois de um trauma craniano e\ou facial, além de consequências de procedimentos cirúrgicos faciais ou dentários. A NT é mais incidente em mulheres e apresenta crises rápidas de dor facial com maior intensidade em áreas próximas do nariz e lábios (zonas de gatilho), dura de segundos a minutos com o surgimento de dor intensa, hipersalivação, lacrimejamento, dor de dente e\ou corrimento nasal do lado comprometido. Tais crises podem apresentar-se repetidamente por minutos ou com intervalos maiores de horas ou dias, vindo a diminuir gradativamente até se tornarem mais frequentes com intervalos inter-crises menores se não tratados de modo eficaz.
O tratamento clínico multidisciplinar é fundamental para a melhora deste paciente. A osteopatia analisa a NT  como um sintoma de uma má conformação craniana, seja oriunda de um trauma ou de outros fatores que fazem os ossos do crânio se adaptarem desordenadamente e assim comprometer a mobilidade do mesmo e comprimindo tais raízes. O tratamento adequado vai livrar estas estruturas de tensões, bem como corrigir outros segmentos que podem estar gerando estes sintomas.
·        *Os ossos do crânio apresentam mobilidade ínfima estimuladas pela respiração, tal mobilidade gera um efeito de “bombeio” intracraniano visando a facilitação da vascularização local. Uma vez comprometida essa mobilidade os efeitos sintomáticos podem ser diversos.
·         **Uma vez lesionado, os ossos do crânio tendem a se tornarem presos e assim podem comprimir permanentemente o nervo em questão.


Materiais auxiliares


FRIZZO, H. M.; HASSE, P. N.; VERONESE, R. M. Neuralgia do trigêmeo: Revisão bibliográfica analítica, Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, v.4, n.4, p. 212-217, 2004